17 fevereiro 2014

AGRESSIVIDADE INFANTIL

Como lidar com crianças agressivas? O que se deve fazer? Qual o papel dos pais diante desse problema que atinge várias classes e lares? Para entender melhor, precisamos ouvir a opinião de especialistas no assunto.

Por mais tolerância que os pais tenham, há dias em que o comportamento do filho parece insuportável, e eles sentem que podem perder o controle da situação. Essa é uma das razões para se dizer que a agressividade infantil ainda é um tema delicado de ser tratado, porque revela o comportamento e a própria personalidade da criança.

De acordo com a psicóloga Patrícia Spada, pode ser difícil para alguns pais que não têm familiaridade ou intimidade com sua própria agressividade. Quando não há causa física (doença, hospitalização, cirurgia) que a justifique, a agressividade da criança aparece como uma reação aos problemas da família.

Antes de tudo, é importante se questionar também a respeito das dificuldades pelas quais a família está passando, como por exemplo problemas financeiros, separação, mudança de casa ou escola, perda de um ente querido, etc.Isso acaba envolvendo diretamente os pais, pois eles tendem a encarar seus conflitos e os dos filhos como fracasso ou incompetência. "Todos os seres humanos têm um impulso agressivo. A agressividade é um comportamento emocional que faz parte da afetividade das pessoas, e ela começa no berço, quando ainda se é um bebê. Portanto, é algo natural", explica a psicóloga.

Cada ser humano é singular em seu desenvolvimento e as reações e comportamentos são herdadas geneticamente desde o feto. A psicóloga Patrícia aborda um pouco mais do que pode se considerar as causas desse comportamento:

Como identificar?

A especialista diz que as crianças se machucam muito ou que sofrem "acidentes" com freqüência estão revelando um tipo de comportamento de risco. Este comportamento mostra que algo não está indo bem, seja por desconsiderar situações de perigo ou por envolver-se nelas "sem querer".
A violência doméstica é um dos fatores mais determinantes para o desencadeamento de transtornos mentais na criança, uso de drogas, roubo, furto e transtornos alimentares como, por exemplo, a obesidade.

"Os pais devem ficar muito atentos, pois comportamentos agressivos são voltados para a própria criança. Quando é algo mais explícito e que envolve o meio social, é necessário que eles entendam o que está acontecendo com seu filho e o que o faz reagir ou agir de tal forma", ensina a psicóloga.

Outra maneira é pôr limites bem claros, ensinando a criança a colocar-se no lugar de quem foi machucado por ela e, com isso, desenvolver um sentimento de empatia que a faça administrar melhor os seus impulsos agressivos.


Um recado para os pais
Do blog da Professora Rê: "O comportamento agressivo é normal e deve ser vivido pela criança. Na infância, são normais os ataques de agressividade. O que acontece é que algumas crianças persistem em sua conduta agressiva e em sua incapacidade para controlar seu gênio forte, podendo sentir-se frustrados diante do sofrimento e da rejeição dos demais. Segundo as teorias do impulso, a frustração facilita a agressão. O comportamento agressivo da criança é normal e deve ser vivida por ela.
O problema é saber controlá-lo. Muitas vezes a criança provoca um adulto para que ele possa intervir por ele e controlar seus impulsos agressivos, já que não pode com tudo isso. Por isso, a criança necessita de um “não faça isso” ou “pare com isso”. As crianças, às vezes pedem um enfrentamento. É como se pedissem emprestado um controle ao seu pai ou mãe. Do mesmo modo que os pais ensinam a caminhar, a falar, a comer, etc., aos seus filhos, devem ensinar a controlar sua agressividade."

Controlar a agressividade da criança

Deve-se ter cuidado somente para que a criança não se converta em um terrorista ou submisso (no sentido de não ter atitudes, nem saber se defender), nem permitir tudo nem devolver sua agressividade com outra agressividade. A teoria da aprendizagem social afirma que as condutas agressivas porem aprender-se por imitação ou observação da conduta de modelos agressivos. É muito importante, por exemplo, que a criança tenha e encontre um bom modelo em seus pais.

As crianças se relacionam com os demais da mesma forma que fazem com seus pais. Se eles mantêm uma relação tranquila com os demais, é assim que a criança se portará diante dos seus amiguinhos. Se a relação é mais conturbada, provavelmente a criança seguirá esse modelo de comportamento.
A professora Rê diz: "Educar as crianças é uma tarefa difícil, requer trabalho. Mas vale a pena tentar acertar, ter equilíbrio e consenso entre os pais para que a educação da criança não ocorra erros de dupla comunicação. A linguagem deve ser uma só entre os pais, para que um não tire a autoridade do outro na frente do filho. Se um dos pais permite tudo e o outro nada, isso confundirá a criança e provavelmente se rebelará."

É muito importante detectar e combater o comportamento agressivo ainda na primeira infância, pois quando criança não encontra obstáculos ou alguém que a alerte mostrando que não é um comportamento adequado, ela percebe que consegue liderar e tirar proveito destas situações e no futuro certamente tornar-se-á um agente do bullying e muito provavelmente um adulto violento.

Consultoria: Dra. Patrícia Spada, psicóloga (Unifesp).
Postado por Trabalhinhos 

PAIS AUSENTES

Escrito pela Dra. Daniela Levy - Psicóloga. 

A presença dos pais sempre se fez necessária na educação dos filhos. E, hoje, o que se vê são crianças carentes, que se encontram perdidas entre a internet, tevê e videogames.
O fato de ambos os pais trabalharem fora de casa é, muitas vezes, apontado como um dos principais motivos que levam à falhas na educação infantil, tais como o aparecimento de inúmeros tipos de problemas de comportamentos por parte da criança. Dentre os principais problemas que podemos notar estão: 

*
 Agressividade 
* Problemas escolares (pais não participam da vida escolar)
 
* Drogas
 
Carência afetiva
 
*
 Depressão

Freqüentes queixas que os pais levam ao consultório são de que estão cada vez mais ausentes e por isso não conseguem educar os filhos de forma correta. O importante é saber que pais ausentes não significa necessariamente pais displicentes. O que gera problemas na educação das crianças não é o fato dos pais trabalharem fora, mas a maneira como se comprometem com a educação de seus filhos, a forma como administram seu tempo e o tipo efetivo de educação que colocam em prática. 
Pais podem estar fisicamente próximos de seus filhos durante a maior parte do dia, mas podem não estar afetivamente disponíveis a eles. Não conversam intimamente, não brincam, brigam e gritam a maior parte das vezes que se dirigem à criança.Por outro lado, existem famílias que, mesmo estando a maior parte do dia longe de seus filhos, conseguem manter um relacionamento próximo, afetuoso e se envolver na educação dos filhos. 

Pais ausentes devem desenvolver algumas habilidades importantes para participarem ativamente na educação dos filhos:
 

*
 Administrar o tempo 
* Serem afetivos

* Monitorar a distância 
* Ser cuidadoso na escolha de com quem e onde deixar a criança na ausência
 
* Dar atenção
 
* Estarem acessíveis (para criança poder recorrer nos momentos em que precisar)
 

Pais que tiverem dificuldade em como lidar com os filhos e/ou quando os filhos apresentarem comportamentos problemáticos, devem procurar ajuda de um psicólogo infantil.


Postado por Trabalhinhos 

14 fevereiro 2014

Tempo para tudo - História


















extraído do blog:Escola Bíblica Infantil.com

É bom saber!


13 fevereiro 2014

"..., as crianças pedem pão, mas ninguém os estende para elas." Lamentações de Jeremias 4.4b

Na manhã dessa 4ª feira, realizando meu período devocional, estou fazendo a leitura da Bíblia inteira. 
Estudando o livro de Lamentações de Jeremias me deparei com um versículo impactante, que retrata a realidade de centenas de milhares de crianças do mundo.
Em Lamentações de Jeremias 4.4b lemos assim:
"..., as crianças pedem pão, mas ninguém os estende para elas."
Não preciso descrever com pormenores a fome do pão quotidiano que muitas crianças e adultos sofrem, pois está aí para quem quiser ver!
Porém, esse versículo me fez meditar mais uma vez na necessidade que diversas crianças tem passado de não receber O PÃO DA VIDA - JESUS.
Verdadeiramente, essa é a pior fome que uma pessoa pode ter: a fome de Deus!
Esse desejo tem estado em meu coração e oro para que esteja no coração de muitos outros de alimentarmos os corações das crianças com o  PÃO DA VIDA - JESUS.
Se pudermos "matar" a fome física de uma criança, ou até mesmo um adulto, fazemos algo de bom para eles, mas às vezes dadas as circunstâncias não conseguimos fazer o tanto que gostaríamos e acabamos por nos acomodar e pensar que outros o farão.
Porém, todo cristão que tem a nova vida em Cristo Jesus, pode e deve levar o PÃO DA VIDA - JESUS, para aqueles que estão com a fome que nada palpável, ou material pode ajudar.
Não nos permitamos, ou nos acomodemos em compartilhar de Jesus só com as crianças que frequentam nossas Igrejas!
Existem crianças que nunca entrarão em uma Igreja enquanto crianças, pois em sua maioria precisam de adultos para se deslocarem de um lugar para outro. Essa dependência que as crianças tem dos adultos, muitas vezes se torna desfavorável a elas, no sentido espiritual. Digo isso, porque por experiência própria várias crianças que já estiveram comigo dentro do Departamento Infantil deixaram bem claro o desejo de seguirem, caminharem com Jesus, estarem mais em Sua Casa, mas que não O conseguiam fazer justamente por causa da inconstância de seus responsáveis. Como isso me entristece!
Antes de Jesus subir aos céus, em suas últimas instruções disse:
"E disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda a criatura." Marcos 16.15
Quando Jesus falou "...a toda a criatura." incluía nessa ordenança os pequeninos também.
Então, como disse a Pastora Ludmila Ferber em uma ministração no dvd Nunca Pare de Lutar que sejamos indesistíveis, incansáveis na missão de alimentar as crianças com o PÃO DA VIDA - JESUS!
Ainda que humanamente falando você não esteja vendo nada favorável ao seu Ministério com Crianças, parece até que depois que você assumiu seu CHAMADO sua vida virou de ponta à cabeça, não desista!
Não seja como o mercenário, que quando vê vir o lobo abandona as ovelhas e foge! (João 10.12-13)
Siga o exemplo de Davi que quando o leão e o urso vieram destruir as ovelhas de seu Pai, os rasgou de alto a baixo, com a força de Deus! (1° Samuel 17.34-37)

"Então Jesus declarou: Eu sou o PÃO DA VIDA; aquele que vem a mim jamais terá fome; e aquele que crê em mim jamais terá sede." (João 6.35)

Em Cristo,

Karolline Poerner

04 fevereiro 2014

Volta às aulas: confira dicas para as crianças retomarem a rotina

Por Renata Demôro

Fim de férias costuma ser um momento de apreensão para as crianças. Novos professores, outras matérias e, em alguns casos, escola e amigos diferentes. Para que os primeiros dias do ano letivo sejam bem aproveitados é preciso retornar à rotina gradativamente. 

De acordo com a psicóloga e terapeuta familiar Miriam Barros, “antecipar o horário de ir para cama e acordar é essencial. O processo deve ter início quatro dias antes do início das aulas. No primeiro dia é comum que a criança relute e demore a pegar no sono, mas ao longo da semana a rotina voltará ao normal”. Veja outras dicas abaixo para facilitar a retomada da vida escolar dos pequenos:
  • 1
    Material escolar
    Mochila, estojo e cadernos novos são itens necessários ao ano letivo, mas também podem fazer parte de um processo estimulante. “Envolver as crianças na compra do material escolar e do uniforme ajuda a aproximá-las do retorno às aulas. Folhear os livros novos junto com os filhos ajuda a aumentar o interesse pelos temas que serão abordados ao longo do ano”, explica Miriam Barros.
  • 2
    Primeiro dia de aula
    De acordo com a psicóloga Elisabeth Gelli, especialista em educação, é preciso preparar o terreno com antecedência. “O mais importante é manter o vínculo de confiança entre a criança e o ambiente escolar. Lembrar que ela irá rever os professores e os amigos, além de aprender coisas novas”, diz a psicóloga. Ela reforça a ideia de que o primeiro passo para que a criança goste de retomar os estudos é a escolha da escola: “Quando os filhos estão felizes naquele ambiente, não encontrarão problemas em retornar”. Para Miriam Barros, a criança precisa se sentir tranquila no ambiente escolar. “Permitir que a criança leve um brinquedo pode ajudar na readaptação”, sugere a psicóloga.  

    Instalações da escola: o que é importante observar?
  • 3
    Escola nova
    Para crianças que começam o ano letivo em uma nova escola, é interessante estimular a familiarização com o novo espaço. “Leve seus filhos para visitar a escola com antecedência. Assim eles poderão conhecer os professores, salas de aula e ainda os ambientes próprios para o lanche, os esportes e o recreio”, diz a psicóloga Elisabeth Gelli.  Escolas para crianças menores costumam oferecer dias de adaptação, em que o pai e a mãe ficam na escola.

    Como os pais podem ajudar a criança a lidar com a mudança de escola
  • 4
    Independência
    Deixar a mochila dos filhos preparada parece muito mais fácil do que ensinar as crianças a organizá-la. No entanto, a psicóloga Miriam Barros explica que a independência é importante para a autoestima das crianças, e ainda pode estimulá-las no retorno aos estudos.  “Aos 5 ou 6 anos, a criança já pode deixar o uniforme arrumado na noite anterior. Com 8 ou 9 anos, a maioria das crianças já é capaz de preparar o próprio lanche para o recreio. É importante que as crianças sintam que são capazes de cuidar das próprias coisas, mas não vale tornar a prática motivo para brigas e discussões”, recomenda a psicóloga Miriam Barros.
  • 5
    Hora de lazer
    Conhecendo o currículo escolar, os pais podem, nos momentos de lazer, estimular o interesse das crianças pelos temas que serão abordados em sala de aula. “Uma visita ao zoológico, por exemplo, pode ensinar muito para uma criança”, explica a psicóloga Elisabeth Gelli. Viagens, museus, parques verdes e praias também apresentam um mundo novo aos pequenos, mas a psicóloga Miriam Barros reforça a necessidade de não transformar os passeios em momentos de estudo: “Os estímulos devem acontecer de forma tranquila e sem cobranças. Durante as férias as crianças precisam, principalmente, brincar e descansar, sem ter a preocupação de aprender algo”. Ela explica que o mesmo vale para os fins de semana e feriados em família.

    Dicas de museus para crianças

    Atividades físicas podem melhorar notas das crianças em idade pré-escolar

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